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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Aumento do Táxi em Buenos Aires!



       A partir de domingo, 28 de outubro de 2012, a bandeirada do táxi em Buenos Aires sofrerá o segundo aumento nesse ano. Ficará 12% mais cara, durante o dia passará de $ 8,20 (pesos) para $ 9,10 (pesos), e durante a noite será $ 11 (pesos).
          A cada 200 metros será elevado de $ 0,82 (centavos de pesos) para $ 0,91 (centavos de pesos), durante o dia e a noite, de $ 0,98 (centavos de pesos) para $ 1,10 (pesos).
         Segundo informações colhidas o motivo do aumento é a inflação na manutenção dos automóveis e o salário dos motoristas.
          Ainda assim, andar de táxi em Buenos Aires é mais barato do que na grande maioria das cidades brasileiras. Apesar do sistema de transporte ser antiquíssimo, temos metrô, chamado de SUBTE, (o primeiro do Hemisfério Sul), ônibus  e trens para os pontos principais da cidade, o que torna o deslocamento pela cidade mais fácil, sendo que em muitos momentos, hiper-lotados. O metrô hoje está por $ 2,50 (pesos) o passageiro pode fazer combinação com até 6 linhas, deslocando-se por cerca de 86 estações. O coletivo sai em média por $ 1,20 (pesos). Esses valores são baixíssimos em relação aos praticados no Brasil, por que parte do Serviço de Transporte é subsidiado pelo Governo.
          Muitos brasileiros se queixam de pequenos golpes — como taxímetro adulterado e troca de cédulas (você dá uma de 100, o taxista diz que era de 10, ou troca na hora por uma cédula de 100 falsa e diz que não pode aceitar).

          Veja algumas dicas para pegar um táxi em Buenos Aires:

1) Em Ezeiza:
Chegando pelo aeroporto de Ezeiza, saque pesos no caixa eletrônico com o seu cartão do banco (habilitado para saques internacionais e desbloqueado para esta viagem) ou cartão VTM, ou troque reais por pesos no Banco de la Nación (aberto 24 horas por dia, 365 dias por ano). Saia para a calçada do aeroporto e recuse todo espertinho que oferecer táxi: esses são os malandros. Vá direto ao guichê do Táxi Ezeiza, que é tabelado. Em maio de 2012, a tarifa é 198 pesos (cerca de 90 reais) para qualquer área central; se quiser agendar e pré-pagar o retorno, a volta custará mais 160 pesos. Repetindo: o Táxi Ezeiza só aceita pesos. Não aceita cartão. 
 2) No Aeroparque:
Chegando pelo Aeroparque, saque pesos no caixa eletrônico com o seu cartão do banco (habilitado para saques internacionais e desbloqueado para esta viagem) ou cartão VTM. Se o caixa estiver quebrado, troque 100 reais na casa de câmbio (a cotação é ruim, por isso não vale a pena trocar muito). Entre o saguão e a calçada do aeroporto, recuse todos os espertinhos que vierem oferecer táxi: esses são os malandros. Saia pela calçada e atravesse a pista: o ponto de táxi fica na ilha central, no canto esquerdo. Um táxi ao centro deve sair uns 50 pesos (preços de maio de 2012); a Palermo Soho, uns 40 pesos. Com trânsito esse valor aumenta. O taxista pode oferecer ir pela autopista, que é mais rápido, mas tem um pedágio (baratinho). Pode aceitar.
 3) Não entre no táxi só com notas de 100.
O ideal é sempre ter notas de 10 e 20 pesos no bolso. São notas que não estão mais disponiveis no caixa eletrônico, então faça compras em quiosques e sorveterias. (No Aeroparque, tome um café antes de pegar o táxi.) Pagando com notas de 10 e 20 não há golpe de troca de cédulas possível.
4) Dê o endereço incluindo as ruas transversais.
Os moradores nunca dão o endereço com a numeração; as ruas são longuíssimas e ninguém sabe o trecho pelo número do prédio. Aproveite o wifi grátis dos hotéis, cafés, restaurantes e sorveterias de Buenos Aires para pesquisar no mapa onde exatamente fica o seu destino, e informe ao taxista usando uma ou duas transversais. “El Salvador entre Malábia e Armênia”, ou “Arenales e Santa Fé” são formatos de endereço que inibirão o taxista malandro.
5) À noite, peça para o restaurante chamar um radiotáxi.
Custa a mesma coisa que os táxis de rua e você não fica à mercê do que passar.
Se você pode andar de táxi, beleza, se não vá de metrô, trem ou ônibus, só não fique sem circular...

Conte sempre comigo!!!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Táxi em Buenos Aires: como não receber notas falsas



Notas falsas de peso e enganação no troco do táxi em Buenos Aires são queixas freqüentes. Algumas vêm de leitores que foram vítimas de golpes; outras vêm de gente que ouviu falar e está com medo de ser engambelado.
A possibilidade de cair num pequeno golpe como esse não deve deter ninguém de uma viagem a Buenos Aires. Todo o resto é TÃO barato, que se rolar alguma chatice dessas dá pra colocar na conta numa boa.
Não tenho dicas próprias de como reconhecer uma nota falsa porque nunca fui vítima do golpe. Tenho a meu favor um espanhol básico e sendo aprimorado, praticamente um portenhol.
O que ajuda a escapar incólume é sempre pesquisar o endereço antes no Google Maps; e quando pegar o táxi, dar a direção como um “local”: ou seja, a rua e pelo menos uma transversal. Tipo: “Borges y Nicaragua”. Ou duas: “Borges entre Guatemala y Paraguay”. Um taxista vai pensar duas vezes antes de passar uma nota falsa para quem dá um endereço tão completo.
Os trips, especialmente os vibanas, têm dicas mais simples, que não dependem de pronunciar o “ll” e o “y” como xis (Calle Ayacucho, em portenho, é “caxe axacutcho”).
A mais valiosa delas é não entrar em táxi com notas de 50 ou 100 pesos. Procure ter sempre notas de 10 e 20 pesos no bolso antes de entrar em táxi.
Para fabricar troco:
- Tire dinheiro no caixa automático na casa dos 90: 290, 390, 490. Os 90 trocados já ficam para o fundo de táxi. (Eu não entraria para tirar só 90 pesos porque não é bom tirar pouco dinheiro devido às taxa de saque, que normalmente é fixa e acaba melhor diluída quando se faz um saque maior)
- Passe no supermercado e compre alguma besteira.
- Troque sempre que tomar sorvete em sorveterias como Freddo.
As notas de 100 falsas são grosseiras, parecem pintadas a mão e não têm marca d’água.
Y vos? Tem alguma dica para fabricar troco, reconhecer notas ou identificar taxistas desonestos em Buenos Aires? Envie seu comentário...

Cuente siempre conmigo! Abrazos!