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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dilma pode encaminhar MP facilitando revalidação de diplomas de médicos formados no exterior, diz Vanessa Grazziottin




 do Amazonas pretende contratar 200 médicos formados Cuba para atuar principalmente em municípios do interior, onde existe uma grande carência de profissionais. Ao comentar o , a senadora Vanessa Grazziottin (PC do B/AM) disse que a intensão é discutir o Conselho Regional de  (CRM) do , uma forma de inserir esses profissionais no .
Porém, a senadora comunista adiantou durante entrevista ao jornalista Nelson Liano, que a presidente Dilma Rousseff deve encaminhar ao Congresso, uma medida provisória facilitando a revalidação de diplomas de médicos formados em outros países.
Vanessa avalia que no Brasil existe um  reduzido de médicos e ainda  mal distribuídos, na opinião dela.
“Na semana que vem essa questão será debatida no Senado Federal. A deputada Perpétua Almeida (PC do B/AC) que preside a  de relações exteriores está trabalhando essa questão porque é um  do Acre também. A nossa ideia é envolver muitos profissionais brasileiros, mostrar para os médicos a situação, e se não aceitarem gente de fora, que nos ajudem e apontem quais são os profissionais que podem ir para o interior. Nós não somos contra os profissionais brasileiros, mas queremos colocar médicos para o povo no interior do Brasil”, finaliza.


Fonte: http://www.oaltoacre.com/index.php/acre/12223-dilma-pode-encaminhar-mp-facilitando-revalidacao-de-diplomas-de-medicos-formados-no-exterior-diz-vanessa-grazziottin.html

Estado valida diplomas para atrair médicos




A dificuldade em contratar médicos para atuar no serviço público de saúde, sobretudo nas cidades do interior, motivou o governo estadual a firmar um convênio de cooperação técnica para revalidar diplomas médicos expedidos fora do Brasil. A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) estima que pelo menos 70 dos 184 municípios pernambucanos sofrem com a carência desses profissionais. A previsão é que em setembro os primeiros médicos que estudaram em instituições estrangeiras comecem a atuar legalmente no Estado.
A revalidação dos diplomas será feita pela Universidade de Pernambuco (UPE), que oferece o curso de medicina no Recife e em Garanhuns (Agreste). Para ter o reconhecimento da universidade, o médico formado em instituição estrangeira, brasileiro ou não, vai se comprometer a trabalhar, no mínimo, dois anos no Programa de Saúde da Família (PSF) nas cidades com mais carência de pessoal. O acordo de cooperação, batizado de Provalida, foi assinado ontem pelas Secretarias Estaduais de Saúde e de Ciência e Tecnologia, UPE e Amupe.
O edital com as regras do convênio está disponível no site da UPE (www.upe.br). As inscrições para revalidar o diploma começam no dia 30 de abril, e vão até 14 de maio. Além de apresentar documentação, os candidatos farão prova escrita e avaliação de habilidades clínicas. Faculdades médicas de Cuba, da Bolívia e da Argentina recebem muitos estudantes brasileiros.
Segundo o secretário de Ciência e Tecnologia, Marcelino Granja, os candidatos com as melhores notas terão prioridade na escolha dos municípios em que vão atuar, conforme lista indicada pela Secretaria de Saúde. Caberá à Amupe acompanhar o trabalho desses médicos nos PSFs. Os municípios de Agrestina, Belém de São Francisco, Bodocó, Casinhas, Cumaru e Ipubi estão na relação dos que mais necessitam de médicos, conforme o Programa de Valorização de Atenção Básica do Ministério da Saúde.
Seguiremos os critérios dos Ministérios da Educação e da Saúde, com a responsabilidade que o processo de reconhecimento de um diploma exige. Vamos cobrar dos médicos formados fora do Brasil o mesmo nível de conhecimento dos nossos alunos do curso de medicina , observou o vice-reitor da UPE, médico Rivaldo Albuquerque.
Representante em Pernambuco da Associação Médica Nacional (AMN) e formado pela Escola Latino-americana de Medicina de Cuba, o médico Maicon Nunes elogiou a iniciativa. Ele estima que em Pernambuco haja cerca de 40 médicos que estudaram em Cuba, dos quais menos de dez não têm o diploma reconhecido. Uma das preocupações dele é que com o grau das provas. Há universidades no Brasil que no exame de revalidação do diploma cobram de um recém-formado o mesmo conhecimento de um residente no terceiro ano de especialização , destacou.
Os pernambucanos Antônio Neto, 25 anos, e Josias Rosa, 25, e a equatoriana Daniela Zambrano, 26, terminaram medicina em agosto do ano passado, em Cuba. Estão animados com a possibilidade de atuar no Estado. Nossa formação em Cuba foi voltada para saúde pública, para atenção básica, o que vai contribuir para nosso trabalho aqui no Estado , afirmou Josias.

Fonte: http://portalbelmonte.com.br/2012/04/estado-valida-diplomas-para-atrair-medicos/

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Exame de proficiência para médicos em debate




Continua sendo debatida no Senado Nacional a possibilidade de ser criado um exame de proficiência para médicos recém-formados, tanto no Brasil quanto no exterior, como requisito obrigatório para o exercício da medicina.

Esta é uma ótima notícia para os brasileiros que estudam medicina na Argentina, pois esta prova, nos moldes da prova da OAB, iria unificar e tornar mais justa a validação do diploma médico obtido.

Atualmente, somente só os médicos formados fora do país devem validar seu diploma antes de exercer a medicina.

Se a proposta for aprovada, tantos os formados no Brasil quanto no exterior terão de validar seu diploma antes de exercer a profissão. Conforme a reportagem: "José Luiz Bonamigo, da AMB, apoiou o projeto de Tião Viana por estabelecer isonomia no tratamento dos médicos que se formam no exterior, que passam por avaliação para exercer a profissão no Brasil, com os diplomados em cursos brasileiros”.

Confira a notícia completa no site do Sis Saúde.

Vamos ver o que realmente será feito depois de tantos anos de luta.

Fonte: http://www.brasileirosnaargentina.com/

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Governo Quer Facilitar Entrada De Médicos Estrangeiros No Brasil




A ideia é corrigir a falta de profissionais no interior do país, nas periferias e nos programas de assistência básica. Para o governo, a carência precisa ser solucionada o quanto antes. E medidas estão sendo analisadas.

Fuente: www.globo.com

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Governo Vai Afrouxar Regras Para Aprovar Médicos Formados Em Países Do Exterior....




Entre as medidas está dispensar graduados de fazer o 

exame para revalidar diploma



O governo vai afrouxar as regras para que médicos formados no exterior trabalhem no Brasil. A ideia é flexibilizar a exigência ou até dispensar estrangeiros e brasileiros graduados em faculdades como as da Bolívia, por exemplo, de fazer o exame para revalidação do diploma (Revalida), tido hoje como a principal barreira para a entrada de profissionais de baixa qualidade no mercado brasileiro.

A estratégia começou a ganhar contornos no último mês, após a presidente Dilma Rousseff encomendar um plano para ampliar rapidamente a oferta de profissionais de saúde. O plano é trabalhar em duas frentes: ampliar os cursos de Medicina e, enquanto a nova leva de profissionais não se forma, incentivar o ingresso de profissionais que cursaram faculdades estrangeiras.

A estimativa oficial é de que haja 291,3 mil médicos no Brasil ou 1,6 para cada mil habitantes. Nos Estados Unidos, a relação é de 2,5 por mil e no Uruguai, 3,3 por mil. O cardiologista e ex-ministro da Saúde Adib Jatene defende a adoção de uma estratégia que tenha foco na qualidade do profissional. "O País precisa de mais médicos, mas não a qualquer custo." Isso vale tanto para a criação de novos cursos quanto para a admissão de formados no exterior. "É preciso que novas vagas para Medicina sejam criadas em locais com estrutura, com hospitais de apoio e professores de qualidade", avalia.

Por ordem da Casa Civil, um levantamento das alternativas para facilitar o visto de trabalho de médicos formados no exterior está em curso. Os Ministérios da Saúde e da Educação trabalham para criar opções para o exame de validação do diploma. Uma das ideias é a criação de uma espécie de estágio para graduados em uma lista de faculdades, ainda em elaboração.

Remunerado pelo governo, o curso teria duração de até dois anos. Nesse período, o profissional trabalharia na rede pública, principalmente no Programa de Saúde da Família (PSF). Parte da equipe defende que, ao fim da preparação, o profissional tenha o direito de seguir trabalhando no País, sem fazer a prova para validar o diploma.

Resistência. A proposta enfrenta resistência no Conselho Federal de Medicina e até no governo. Mas há setores que defendem flexibilização maior: a validação automática do diploma do exterior para médicos formados num determinado grupo de faculdades. Além de aspectos técnicos, a equipe avalia detalhes jurídicos para pôr em prática as medidas.

O governo, que sabe ser preciso propor alterações na lei, nega-se a falar sobre o assunto, mas técnicos trabalham a toque de caixa para atender ao pedido de Dilma. Quinta-feira, em Nova Deli, ela voltou a apontar a carência de profissionais e adiantou que o País terá de fazer esforço para ampliar o atendimento.

A carência de profissionais é acentuada em regiões como a Norte. A disparidade é enorme entre o SUS e a rede privada, que concentra pessoal. O problema atinge principalmente as especialidades médicas. Atualmente, 24% das vagas de residência médica não são ocupadas. Na medicina de família e intensiva, a ociosidade alcança 70%.

O presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila, contesta as estatísticas oficiais. "Estudos mostram que no País não há falta de profissionais, mas uma distribuição desigual." Para ele, o problema não se revolve com a abertura de escolas ou regras mais flexíveis. "Imagine as consequências de deixar uma pessoa sem boa formação. Vamos ofertar um profissional mal preparado só porque a população vive em áreas afastadas? Por que depende do SUS?"

sábado, 31 de março de 2012

Médicos formados no exterior terão diplomas validados em troca de serviços.




Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 
30/03/2012 | 08h17 | Provalida


Acontece nesta sexta-feira a assinatura do termo de cooperação técnica Provalida para revalidar diplomas de graduação em medicina expedidos por instituições de ensino estrangeiras. A solenidade acontece no final da manhã de hoje, no auditório da Secretaria de Ciência e Tecnologia, com a participação dos secretários da Sectec, Marcelino Granja, e de Saúde, Antonio Carlos Figueira, do Reitor da Universidade de Pernambuco, Carlos Calado, do presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Jandelson Gouveia da Silva e dos prefeitos de municípios da Zona da Mata, Agreste e Sertão.
O Provalida pretende ainda adequar os diplomas às normas e parâmetros curriculares nacionais para possibilitar o exercício da profissão de médico em todo território nacional. Caberá à Universidade de Pernambuco (UPE) lançar o edital que define os critérios de participação de acordo coma legislação vigente.
Para participar do programa, o profissional terá que assinar um termo de compromisso para prestação de serviços médicos pelo período mínimo de dois anos no Programa Saúde da Família ou outra atividade da rede de saúde pública municipal em Pernambuco. O candidato selecionado ainda será submetido a provas teóricas e práticas aplicadas pela UPE.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES), por sua vez, vai identificar os municípios prioritários para receber os médicos que tenham seus diplomas revalidados, trabalho que deve ser acompanhado pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).
Fuente: http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20120330081719&fb_source=message

Médicos formados no exterior terão nova chance de validar o diploma no Brasil.




NBR NOTÍCIAS - 29.06.11: Os médicos que se formaram em outros países, mas não são habilitados a trabalhar aqui no Brasil, vão ter mais uma chance de validar o diploma no País. Eles vão passar por outras avaliações. Se aprovado, o médico vai poder exercer a profissão legalmente no Brasil.
ATÉ QUANDO VÃO FICAR NESSE LENGA-LENGA?
É NECESSÁRIO UMA PADRONIZAÇÃO, PARA QUE A CADA ANO NÃO SEJA CRIADA MAIS UMA DIFICULDADE.

ME PARECE QUE O PENSAMENTO DELES É:? "PARA QUE FACILITAR SE PODEMOS DIFICULTAR?"

Fuente: Desconhecida

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Diplomas vão valer em todo o Mercosul/ Sistema Arcu-Sul, teve parecer favorável há duas semanas



Acordo prevê que aluno graduado em um dos países do bloco possa ter direitos reconhecidos em todos os outros. Milhares serão beneficiados
Foz do Iguaçu - O paulistano Alexandre Moura Goiabeira, 34 anos, deixou São Paulo há mais de um ano em busca de um sonho antigo: estudar Medicina. Técnico em En­­fer­magem, ele largou o emprego e foi morar com a família em Foz do Iguaçu para poder cursar Medicina no Paraguai. Etapa vencida, a expectativa do estudante agora é a aprovação de um acordo em tramitação no Mer­cosul para revalidar automaticamente o diploma no Brasil.
O acordo, batizado de Sistema Arcu-Sul, teve parecer favorável há duas semanas por parte da representação brasileira do Mer­cosul e, quando passar a valer, poderá dispensar pelo menos parte de brasileiros que estudam no Paraguai e outros países do bloco da difícil missão de fazer o diploma ser reconhecido. O sistema não beneficiará todos os estudantes porque só valerá para universidades e cursos credenciados com base em critérios de qualidade.
Impasse
Grade dificulta revalidação
As diferenças na grade curricular e na metodologia de ensino são os principais fatores que dificultam a revalidação dos diplomas de brasileiros que fazem faculdade em outros países. A psicóloga Eliane Stédile, que hoje vive no município de Venda Nova do Imigrante (ES), passou por isso. Ela cursou psicologia em Ciudad del Este, no Paraguai, numa época em que não havia a oferta do curso em Foz do Iguaçu. Em 2002, após ter concluído Psicologia na Universidade Católica Nuestra Senhora de La Assunción (UCA), em Hernandárias, Eliane começou o périplo para revalidar o diploma no Brasil, mas só conseguiu resultado no ano passado.
Inicialmente, ela fez estágio no Brasil e após a conclusão procurou uma universidade brasileira que tivesse uma matriz curricular semelhante à da faculdade paraguaia. Após várias tentativas e espera do resultado de análises por parte de várias instituições brasileiras, ela conseguiu a revalidação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) cuja grade foi compatível com a da universidade paraguaia. “O fato da universidade paraguaia não ter no currículo a obrigatoriedade do estágio supervisionado foi o que mais atrapalhou”, diz.
A Embaixada Brasileira no Paraguai e o Ministério da Edu­cação do Brasil (MEC) não dispõem de estatísticas relativas ao número de brasileiros que estudam no Paraguai, mas sabe-se que o país é bastante procurado por alunos de graduação, principalmente na área de Medicina, e pós-graduação. Estimativas dos paraguaios indicam que atualmente existem mais de mil alunos brasileiros em cursos de pós-graduação no país.
Goiabeira, que estuda na Universidade Privada del Este (UPE), em Presidente Franco, município vizinho a Ciudad del Este, fronteira com Foz do Igua­çu, decidiu cursar medicina no Paraguai pensando na possibilidade de ser beneficiado com o acordo. “O trâmite do acordo me motivou a vir”, diz. Hoje, ele paga cerca de R$ 450 ao mês para fazer o curso no Paraguai, bem abaixo dos valores praticados no mercado brasileiro, que podem chegar a R$ 4 mil. Pelo menos 30% dos alunos do curso de Medicina da UPE são brasileiros ou filhos de brasileiros, os chamados brasiguaios. So­­mente na turma de Goiabeira há 16 de um total de 40.
Reconhecimento
O sistema Arcu-Sul prevê a criação e a implementação de um modelo de credenciamento dos cursos de graduação para o reconhecimento regional da qualidade acadêmica dos respectivos diplomas no Mercosul e estados associados. Na prática, isso significa que os países do bloco irão eleger algumas universidades e cursos, a partir de avaliações prévias, cujos diplomas passarão a valer automaticamente, sem a necessidade de revalidação posterior. O acordo foi criado em 30 de junho de 2008 e desde então vem tramitando nos países interessados.
A Argentina já assinou o acordo. No Brasil, apesar de ter tido parecer favorável da representação brasileira no Parla­mento do Mercosul, a matéria ainda precisa ser submetida, sob a forma de projetos de decretos legislativos, em comissões técnicas do Senado, para depois seguir para o plenário. Outra etapa a ser vencida é a aprovação pelos congressos do Para­guai, do Uruguai e demais países associados ao bloco.
As instituições credenciadas passarão a compor uma rede de universidades e periodicamente serão reavaliadas. O sistema de reconhecimento das instituições está sendo chamado de “acreditação Mercosul”, ou seja, uma avaliação da qualidade dos cursos para identificar se eles atendem a condições mínimas exigidas pelo bloco. Dessa forma, alunos paraguaios e argentinos que estudem no Brasil também poderão ter o diploma reconhecido.
A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que foi relatora do acordo, diz que o sistema Arcu-Sul irá garantir a qualidade acadêmica dos cursos para o reconhecimento. “Não pode haver um curso no Paraguai e na Argentina que não tenha qualidade acadêmica no Brasil. A ideia é garantir que os países do Mercosul tenham reconhecida a qualidade dos cursos”, diz. O acordo só é válido para cursos de graduação e não beneficia alunos que cursam mestrado e doutorado no Paraguai.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Novas regras para Validação de Diplomas...


Levantamento apresentado durante a reunião do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), realizada em agosto passado, apontou a existência de 171 cursos de Medicina no Brasil, formando 14 mil médicos por ano. Sobre a situação de brasileiros cursando Medicina no exterior, o levantamento estima que o número chegue a 10 mil, um número surpreendentemente alto, equivalente a 70% dos formados no Brasil. Cuba, Argentina e Bolívia são os países que mais formam médicos brasileiros no exterior.

A validação de diploma de graduação expedido por estabelecimento estrangeiro de ensino superior já vem sendo realizada no Brasil, há algum tempo, por várias faculdades públicas de Medicina que constituíram comissões aptas para efetivar o processo, segundo normas definidas por resolução do MEC/CNE. Na Faculdade de Medicina da UFPA, a comissão de validação é constituída unicamente de professores efetivos e atuantes nos três ciclos do curso (básico, profissional e internato).

Quando começaram os trabalhos da comissão, havia cerca de 450 processos para serem analisados. Segundo a professora e mestra em pediatria Laélia Brasil, presidente da comissão, o trabalho é complexo. “É necessário revisar todas as atividades curriculares cumpridas pelo requerente, objetivando-se avaliar a existência da equivalência curricular pretendida”, afirma Laélia.

Os critérios estabelecidos para a validação dos diplomas estrangeiros baseiam-se, essencialmente, nas Diretrizes Curriculares do MEC para os cursos de Medicina no Brasil, onde está dito, inclusive, que a responsabilidade da atenção à saúde não se encerra com o ato técnico, mas com a resolução do problema de saúde, tanto no nível individual como no coletivo. Portanto, a comissão tem seguido as orientações dessas diretrizes. Além disso, existe a orientação da resolução ministerial que determina normas para a validação, na qual está explícito que deve ser exigido que o candidato haja cumprido ou venha a cumprir os requisitos mínimos prescritos para os cursos de Medicina no Brasil.

Apesar do processo ser baseado em diretrizes da educação, não há uniformidade de procedimentos no plano nacional, até porque as universidades credenciadas são instituições que diferem entre si, como aponta José Guido Correia de Araújo, professor da Universidade Federal de Pernambuco e ex-presidente da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM). Pelo sistema ainda em vigor, os brasileiros formados no exterior fazem provas elaboradas diferentemente pelas universidades credenciadas e, em muitos casos, são obrigados a refazer disciplinas para que o diploma seja aceito no Brasil.

Nos últimos anos, diante da alta demanda de alunos, da pressão das entidades médicas e do possível exercício da profissão clandestinamente no Brasil, está em discussão uma proposta de estabelecimento de novos critérios nacionais para validação dos diplomas de Medicina, obtidos no exterior. A adoção de um procedimento comum para todo o Brasil vem sendo discutida pelos Ministérios da Educação e da Saúde, Conselho Nacional da Educação, Andifes, Conselho Federal de Medicina, ABEM e Associação Médica Brasileira.

Formandos em Cuba estarão em Projeto-piloto

Em setembro passado, 17 instituições de ensino superior que atuam na validação de diplomas participaram de oficina de trabalho com objetivo de construir uma matriz única dos currículos dos cursos de Medicina, ofertados no Brasil, para utilizar como padrão de comparação e fins de equivalência com currículos das escolas-médicas estrangeiras. “Na etapa inicial, estamos preparando um projeto-piloto, com uma matriz nacional de equivalência curricular, para ser aplicado inicialmente em diplomas obtidos por 226 brasileiros que realizaram curso na Escola Latinoamerica de Cuba. A avaliação da equivalência por meio dessa matriz seria uma das fases do processo de revalidação do diploma médico estrangeiro”, informa Laélia Brasil, representante da Faculdade de Medicina da UFPA na oficina de trabalho que elaborou o projeto-piloto.

Os representantes das faculdades também escreveram uma carta em que propuseram as etapas que devem ser percorridas no processo de revalidação em questão, inclusive, concluindo pela necessidade urgente da criação de uma Comissão Nacional de Revalidação, a quem caberia fazer a análise por equivalência, assim como organizar um cadastro nacional dos médicos graduados no estrangeiro, em processo de revalidação. A carta ressalta, ainda, a necessidade de inclusão de provas, inclusive práticas, nesse processo de validação. O documento contempla, também, a possibilidade do requerente realizar estudos complementares nas universidades brasileiras. A carta, que será encaminhada às instituições para ser discutida entre os pares, finaliza recomendando ao MEC/CNE/CES alterações na legislação vigente para adequá-la às conclusões da oficina de trabalho.

Realidades regionais

Sobre a equivalência curricular entre faculdades de medicina do Brasil e do estrangeiro, a professora Laélia Brasil explica que as escolas médicas devem estar determinadas em formar médicos integrados as suas realidades loco-regionais, como faz a Faculdade de Medicina da UFPA, conforme o seu projeto político pedagógico. “Não podemos esperar que uma escola médica em Cuba ou na Bolívia ou no Equador esteja preocupada em formar médicos com conhecimentos da realidade epidemiológica do Brasil, ou mesmo da Amazônia brasileira. Muito menos podemos esperar que essas escolas repassem aos seus alunos conhecimentos sobre o sistema público de saúde do Brasil, afinal, o SUS é produto nosso, brasileiro”, ressalta.

Segundo a professora, cada escola está adequada a sua realidade específica, portanto, possui currículos direcionados para essa realidade. “Dir-se-ia que são diferenças esperadas. Surpresa teríamos se começássemos a encontrar na grade curricular de um curso realizado, por exemplo, no México, conteúdos que estão em consonância com a realidade do Brasil”, explica. “O homem não é uma máquina e o conhecimento integrado sobre este indivíduo não se deve comparar a uma engrenagem, a qual se pode fabricar em qualquer lugar e para obtê-la, se fabricada no estrangeiro, basta pagar uma taxa de importação”.

Laélia Brasil mostra que, mesmo dentro do Brasil, onde há um Sistema Único de Saúde, as diferenças são bem marcantes, sejam sociais, econômicas, culturais e do meio ambiente, entre outras. “Fazendo-se um pequeno recorte nessa complexidade, sabe-se que doenças que existem em uma região inexistem em outras. A malária é um caso típico dessa situação e a doença, se ocorre em um morador na região Norte, tem, quase sempre, uma complexidade bem distinta daquela que acomete o indivíduo residente nas zonas do Sudeste ou do Sul, regiões que estão livres da doença”, exemplifica a professora.

Para ela, as especificidades regionais são questões a serem consideradas para se poder definir o profissional médico que se pretende formar. “Ele tem que cuidar do indivíduo não como um conjunto de aparelhos e sistemas mas sim como um ser que traz a marca de sua realidade, não só da genética pura, mas também social, cultural, ambiental e psíquica, entre outras. E todas essas questões são abordadas nos seis anos do curso médico na nossa Faculdade de Medicina”, conclui.



Fuente: http://ufpa.br/beiradorio/novo/index.php/2008/13-edicao-65/135--novas-regras-para-validacao-de-diplomas

Revalidação de diplomas...

Foi publicada no dia 18 de março de 2011 Portaria Interministerial que institui o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida). O exame será aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em colaboração com a subcomissão de revalidação de diplomas médicos, da qual participam representantes dos ministérios da Saúde, Educação e Relações Exteriores e da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes), além do Inep.

A partir da publicação da portaria, será divulgado pelo Inep o edital com o cronograma e os prazos para adesão das instituições e inscrição dos candidatos. As universidades públicas interessadas em aderir ao exame firmarão termo de adesão com o Ministério da Educação. Pode inscrever-se o candidato que tenha diploma expedido no exterior, em curso reconhecido pelo ministério da educação ou órgão correspondente do país onde se formou. O edital também definirá os locais onde a prova será aplicada. 



O Revalida será realizado em duas etapas, sendo a primeira constituída de prova teórica e a segunda de prova prática de habilidades clínicas. A avaliação será feita a partir da matriz de correspondência curricular, documento elaborado pela subcomissão de revalidação tendo como referência as diretrizes curriculares nacionais do curso de medicina no Brasil.


Projeto Piloto – A elaboração de um novo modelo para a revalidação dos diplomas obtidos por estudantes em universidades estrangeiras teve início no ano passado, a partir de um projeto piloto do qual participaram 25 universidades públicas de ensino superior do país. Inscreveram-se no projeto piloto 628 candidatos com diplomas oriundos de 32 países.  Atualmente, os alunos formados em medicina em universidades de outros países precisam revalidar seus diplomas em alguma instituição pública de ensino superior. O processo, porém, é moroso e não padronizado, já que cada instituição adota um procedimento próprio. A expectativa é de que, com o exame nacional, o processo seja unificado, com critérios técnicos e conceituais claros, podendo ser realizado num intervalo de seis meses a um ano. 



Consulte a Portaria Interministerial nº 278 que institui o Revalida