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domingo, 4 de março de 2012

Um breve resumo da História da Argentina...

Informações úteis para a disciplina Sociedade e Estado


colonização da região do Rio da Prata foi iniciada em 1536 com a fundação de Buenos Aires. Os esforços da expedição espanhola para estabelecer uma colônia permanente foram dificultados pela falta de alimentos e pela hostilidade dos nativos, levando-os a abandonar o lugar cinco anos depois. Buenos Aires só foi fundada definitivamente em 1580 e - devido à sua localização periférica e à escassez de metais preciosos - permaneceu ignorada pelos espanhóis por mais de 200 anos.
Segunda Fundação de Buenos Aires, 1580
Enquanto isso, as favoráveis condições naturais dos Pampas propiciaram o surgimento de imensas estâncias para a criação de gado - a gênese do legendário gaucho e de uma incipiente aristocracia rural. Devido a seu porto, Buenos Aires cresceu e se tornou importante no tráfico de produtos importados. Em 1776 foi declarada capital do novo Vice-reinado do Rio da Prata, o que significava um passo importante em sua emacipação política e econômica. A ruptura definitiva veio com a revolução de 25 de maio de 1810 e a independência formal em 9 de julho de 1816.
A independência fez brotar uma guerra civil que perdurou por anos a fio. Os federalistas do interior (fazendeiros conservadores, apoiados pelos gauchos e os trabalhadores rurais) exigiam autonomia provincial, enquanto os unitaristas de Buenos Aires (comerciantes cosmopolitas que buscavam capital, imigrantes e idéias européias) defendiam um governo forte centralizado em Buenos Aires. Após um tirânico governo do caudilho e suposto federalista Juan Manuel de Rosas, prevaleceu o unitarismo portenho, impulsando uma nova era de crescimento e prosperidade com a constituição unitarista de 1853.
  
A base do boom econômico foi a adoção de um modelo primário-exportador, no qual o cultivo de cereais e a criação de ovelhas tiveram um papel preponderante. A imigração européia em massa, os volumosos investimentos estrangeiros (principalmente ingleses) e o superávit da balança comercial foram os bastiões do novo liberalismo.
Desembarque de imigrantes. Entre 1901 e 1905 entraram na Argentina mais de 800 mil estrangeiros.
  
Contudo, os excessivos juros externos deixaram o país vulnerável demais aos vai-e-vens da economia mundial. A riqueza se concentrou em poucas mãos, cresceu o desemprego e muitos fazendeiros tiveram que abandonar o campo.
As primeiras décadas do século XX assistiram um debilitamento da democracia, sucessivas crises econômicas, ressentimento das elites rurais e falta de confiança por parte dos investidores britânicos, o que conduziu a um golpe de estado em 1930 e outro em 1943, este último facilitando a ascenção de Juan Domingo Perón ao poder. Um até então desconhecido coronel que trabalhava no Ministério do Trabalho chega à presidência em 1946 e depois em 1952. Ao lado de Eva, sua igualmente popular e carismática esposa, ele instituiu um programa econômico com características fascistas e que destacava a industrialização e a auto-determinação, gerando um forte apelo tanto entre os conservadores como entre a massa trabalhadora. Perón foi deposto e exilado em 1955 por um golpe de estado e seu partido foi banido, dando início a 30 anos de alternância entre ditaduras militares e frágeis democracias no poder. Em 1973, Perón retornou à Argentina e governou por um curto período até a sua morte. Deixou o poder nas mãos de sua então esposa e vice-presidenta Isabel, em um período de extrema instabilidade política, econômica e social. Por pressões militares ela se viu obrigada a renunciar em 1976, abrindo caminho para uma nova ditadura.
  
Os anos de 1976 a 1983 ficaram conhecidos como os anos da Guerra Suja. Os opositores de esquerda que haviam iniciado uma guerrilha contra o regime foram torturados e erradicados por verdugos militares que agiam com a cumplicidade do Estado, causando o ''desaparecimento'' de dezenas de milhares de pessoas acusadas de subversivas. As vítimas mais conhecidas desse período foram as Madres de la Plaza de Mayo, mulheres que até hoje mantêm uma vigília permanente pelos membros desaparecidos de suas famílias. Também lutam por identificar seus netos, adotados por famílias pró-regime e que não sabem de sua verdadeira identidade.
Uma das mães da Praça de Maio sendo consolada por um policial.
Esse conflito interno ironicamente só chegou ao fim em 1982 com a emergência gerada pela Guerra das Malvinas, território em disputa com a Inglaterra desde 1833. A conflagração declarada pelo general Leopoldo Galtieri contra Margaret Tatcher foi uma manobra política sem sentido que terminou custando a vida de muitos jovens. A histeria e o ressurgimento nacionalista encresparam a relação entre ambos países ao passo que distraíram a opinião pública da corrupção e dos erros econômicos do governo militar.
O fracasso doméstico e externo do governo militar provocou seu constante enfraquecimento até que em 1983 o país voltou à democracia elegendo como presidente Raúl Alfonsín. O peronista Carlos Menem foi seu sucessor e governou durante toda a década de 90. Instituiu radicais mudanças econômicas vendendo indústrias nacionalizadas e escancarando a economia ao investimento externo. Em 1991, o ministro Cavallo lançou seu plano de conversibilidade que atou o peso ao dólar numa paridade de um a um, reduzindo a inflação de 5.000% em 1989 a 1% em 1997. Mas ao passo que essas medidas domaram a hiperinflação, também conduziram à escalada do desemprego e a uma prolongada recessão.
20 de dezembro de 2001
Fernando de la Rúa foi eleito presidente em 1999, sustentado por uma imagem de austeridade e anti-corrupção que se contrapunha aos excessos da época menemista. Os cortes e ajustes implementados em seu governo não foram suficientes para paliar a grave crise, gerando uma onda de greves e insatisfação popular que terminaram em sua conturbada renúncia.

O peronista Eduardo Duhalde torna-se o quinto presidente argentino em duas semanas. Seu mandato provisório foi marcado por um foco assistencialista no âmbito interno e pela desvalorização do peso e o protecionismo externos.
Em 25 de maio de 2003 assume o também peronista Néstor Kirchner para um mandato de 4 anos e meio. Seu governo vem sendo caracterizado por altos níveis de aprovação popular, resultado dos elevados índices de crescimento decorrentes da reativação econômica.



Fuente:  http://www.mibuenosairesquerido.com/Argentina7.htm 



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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

História da Argentina IV: Saiba mais sobre a história da Argentina, fatos históricos, período colonial, independência da Argentina...


PRINCIPAIS FATOS HISTÓRICOS


(Obeservação: Material relevante para Sociedade e Estado)

- De acordo com estudos arqueológicos, a região da atual Argentina recebeu os primeiros habitantes há 13 mil anos, aproximadamente. A hipótese mais aceita sobre a chegada do homem ao continente americano refere-se a passagem da Ásia para a América, através do Estreito de Bering.

- Antes da chegada dos espanhóis a região, no começo do século XVI, o norte da Argentina fazia parte do Império Inca e a região dos pampas era habitada por nações indígenas.

- Em 1516, o navegador espanhol Juan Diaz de Sólis realiza navegações no estuário do rio da Prata e oficializa a conquista do território para os espanhóis. Começa a colonização espanhola na região.

- Em 1534 é fundada a atual capital da Argentina, Buenos Aires.

- Durante o século XVI, os espanhóis dão início a explora de prata na região. Este metal estava em grande quantidade com os indígenas, que foram, aos poucos, conquistados e dizimados pelos europeus.

- Em 1561, foi fundada a cidade de Mendoza por Pedro de Castillo.

- O século XVII foi marcado pela exploração da prata, onde os espanhóis utilizaram a mão-de-obra indígena. Cresce a mestiçagem da população, entre indígenas e espanhóis. Neste século foi grande a quantidade de contrabando e pirataria (holandeses e franceses), principalmente, na região do Rio da Prata.

- Ainda no século XVII intensifica-se a formação das missões jesuíticas, cujo objetivo era catequizar os índios guaranis argentinos.

- Em 1776, a Espanha criou o Vice-Reinado da Prata (capital em Buenos Aires). Começa a luta de soldados espanhóis e índios guaranis para expulsar os portugueses da região do Rio da Prata.

- Em 1767, a coroa espanhola expulsa da Argentina a Companhia de Jesus.

- Em 1806, os ingleses invadem e tomam a cidade de Buenos Aires. Começa a resistência Argentina ao invasor inglês. Em 1807, a coroa inglesa envia à região um reforço de 11 mil soldados para combater a resistência.

- A campanha de Independência da Argentina foi liderada por San Martin, sendo conquistada em 1816. 

- A Primeira Constituição da Argentina foi promulgada em 1853.

- Entre 1865 e 1879, a Argentina uniu-se ao Brasil e Uruguai para lutar contra as forças do paraguaio Solano Lopez, na Grande Guerra do Paraguai. A tríplice Aliança saiu vencedora e o Paraguai derrotado e arrasado.

- No final do século XIX tem início a imigração para a Argentina, principalmente de italianos. Este processo, dura até as primeiras décadas do século XX.

- Entre 1916 e 1930 é o período da História da Argentina conhecido como “Os Governos Radicais”. Período marcado pela recuperação da ética e valorização do federalismo.

- Entre 1946 e 1955 é o período do peronismo. A Argentina foi governada pelo presidente populista Juan Domingos Perón. Período marcado por forte crescimento econômico, criação de direitos sociais e trabalhistas, investimentos em saúde e educação e nacionalização de serviços públicos.

- As décadas de 1960 e 1970 foram marcadas por grande instabilidade política. Os presidentes eleitos foram derrubados por golpes militares. 

- Os governos militares terminaram somente em 1983, quando a Argentina volta a ser governada por um civil, Raul Afonsin. Volta o respeito aos direitos humanos e fortalecimento do sistema democrático.

- Afonsin governou a Argentina até 8 de julho de 1989, quando renuncia em favor do presidente eleito, o peronista, Carlos Menem. Menem governou de 1989 até 1999 (dois mandatos democráticos).


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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

San Telmo un barrio boemio de Buenos Aires...




San Telmo es un barrio de la Ciudad de Buenos Aires. Está comprendido por las calles Chile, Av. Ingeniero Huergo, Av. Brasil, Av. Paseo Colón, Av. Martín García, Defensa, Av. Caseros y Piedras. Limita con los barrios de Monserrat al norte, Puerto Madero al este, Boca al sureste, Barracas al suroeste y Constitución al oeste.
San Telmo (por San Pedro González Telmo) es uno de los barrios más antiguos de la Ciudad de Buenos Aires. Junto con el cercano Monserrat se lo conoce como "Barrio Sur", en oposición al "Barrio Norte" de San Nicolás. Todavía pueden escucharse ritmos rioplatenses como el tango en sus calles.
En sus orígenes, la zona fue poblándose con los trabajadores portuarios, y se encontraba fuera del muy reducido casco urbano, limitado a los alrededores de la Plaza de Mayo. Además, el arroyo Tercero del Sur la separaba físicamente, especialmente cuando se veía desbordado por las lluvias. Como el lugar estaba emplazado sobre una meseta, se lo conocía como el Alto. El eje principal alrededor del cual se asentaron los pobladores era la calle Real, actual calle Defensa, que conectaba directamente la Plaza Mayor (hoy Plaza de Mayo) con la ribera del Riachuelo.
En 1748, en un terreno donado por el vecino Don Ignacio Bustillo y Zeballos, la orden de los jesuitas comenzó la construcción de la Iglesia de Nuestra Señora de Belén, junto a la cual se instaló la Casa de Ejercicios Espirituales. Por esta última, comenzó a ser conocido como el barrio de la Residencia.1 Cuando en 1767 los jesuitas fueron expulsados de América por el Reino de España, los betlemitas se hicieron cargo del templo en 1785, y la Residencia comenzó a ser usada como cárcel.
Cuando en 1806 se creó la Parroquia de San Pedro González Telmo, la Iglesia de Belén fue elegida como templo provisorio, esperando la construcción de la Iglesia consagrada a ese santo, que finalmente nunca sería ejecutada.2 Así, el barrio comenzó a ser llamado Alto de San Pedro. En un hueco situado sobre la calle Defensa, se estableció a fines del siglo XVIII un lugar de parada para los carros que provenían con mercaderías del Riachuelo, conocido como el Hueco del Alto o el Alto de las Carretas. Allí, los vecinos porteños juraron la Independencia de España, firmada en Tucumán en 1816. La plaza fue nombrada del Comercio en 1822, y en la década de 1860 se estableció en el antiguo hueco el Mercado, que permaneció hasta que en 1897 se inauguró el aún existenteMercado San Telmo.3 Poco después, la plaza fue llamada Coronel Dorrego.
San Telmo fue habitado por las familias patricias tradicionales de Buenos Aires (Domingo French y Esteban Echeverría4 fueron vecinos ilustres), hasta que laepidemia de fiebre amarilla de 1871, los empujó a mudarse al norte. Así, comenzaron a alquilar sus viejas casas a los inmigrantes europeos que por la misma época comenzaron a llegar en gran número, instigados por una política beneficiosa del Gobierno Nacional. Recién llegados a Buenos Aires y buscando suerte, trabajadores y luego familias enteras se instalaban precariamente en estos llamados conventillos, que en caso de no lograr ascensión social terminaban transformados en viviendas definitivas. En estas viejas casas coloniales, llegaban a convivir numerosas familias hacinadas en cuartos y compartiendo un único sector de servicios, mientras las clases altas se enriquecían con rentas y construian sus nuevas mansiones en el Barrio Norte.
En las décadas siguientes, sobrevino la decadencia. Mientras la zona norte del casco histórico de Buenos Aires (San Nicolás y Retiro) se transformó en el centro financiero de la ciudad y una importante zona comercial, el viejo Barrio Sur quedó parado en el tiempo, con sus viejas construcciones coloniales aún en pie y manteniendo su función residencial, aunque ya no ocupado por las enriquecidas familias tradicionales, sino por los inmigrantes en los conventillos. El barrio llegó a un punto tal que en 1957, la Municipalidad de Buenos Aires consideró una propuesta del arquitecto Antonio Bonet que significaba demoler masivamente todo el lugar para transformarlo en un inmenso barrio al estilo moderno, con monoblocks residenciales y grandes espacios abiertos.5 El proyecto no prosperó, y el barrio continuó con su estancamiento.
Por esas décadas, a medida que la arquitectura moderna comenzaba a difundirse en la Argentina, comenzaron las demoliciones y modificaciones de numerosas construcciones del barrio, perdiéndose parte de su importante patrimonio, por esos tiempos aún no valorado. Recién en 1970, gracias a la iniciativa del arquitecto José María Peña, fundador del Museo de la Ciudad, se creó en la Plaza Dorrego la Feria de Cosas Viejas y Antigüedades San Pedro Telmo, dedicada a las antigüedades y con el objetivo de lograr que los porteños valorasen el patrimonio histórico.6 Con el paso de los años, se formó un pequeño polo de pintorescos anticuarios que comenzó a atraer turistas y fue la semilla de la actual impronta del barrio.
En 1978, el barrio sufrió una drástica modificación cuando el intendente de facto Osvaldo Cacciatore concretó el antiguo proyecto de ensanche de avenidas. Así, las calles Independencia, San Juan y Garay fueron ampliadas y se demolieron todas sus construcciones anteriores a 1910, entre ellas la Casa del Naranjo, la más antigua de la ciudad en pie (siglo XVII).7 Ya quebrado irreversiblemente el tejido del barrio, atravesado por las nuevas avenidas, en 1979 el arquitecto Peña encabezó el proyecto del distrito U.24 (Urbanización 24), un área de 120 manzanas del Barrio Sur en el cual se deberían mantener intactas las construcciones patrimoniales, y las que se construyeran en el futuro deberían tener estilo contemporáneo, para no confundirse con las auténticas. Esta polémica ordenanza sería el primer paso en la conservación de la arquitectura antigua de la ciudad. En 1982, la U.24 evolucionó en la APH1 (Área de Protección Histórica), y gracias a la presión de firmas inmobiliarias el área a preservar se redujo notablemente.
San Telmo es una de las zonas mejor conservadas dentro de la siempre cambiante Buenos Aires, y se caracteriza por sus caserones coloniales y sus calles, muchas de las cuales aún están empedradas conadoquines. Entre las atracciones que se pueden visitar en este barrio, se encuentran algunas iglesias antiguas (como la de San Pedro Telmo), museos, tiendas de antigüedades y de diseño y una feria de antigüedades y artesanias, la Feria de San Telmo que toma lugar en la plaza principal, Plaza Dorrego y en la Calle Defensa cada domingo. Ademas de los puestos de artesanias, hay tambien artistas callejeros, musicos, bailarines, titiriteros,magos y estatuas vivientes en la calle Defensa durante la feria.
También se realizan actividades relacionadas con el tango y el Candombe, destinadas tanto a los habitantes locales como a los numerosos turistas que visitan la zona.
El barrio de San Telmo cuenta con muchos museos a pesar del escaso tamaño del barrio dentro de los cuales se encuentran : el Museo de Arte Moderno (Buenos Aires), el Museo Historico Nacional en el Parque Lezama, elMuseo Penitenciario Argentino, el Museo del titere, el Zanjon de Granados.


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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Monumento de los Españoles...



El Monumento a La Carta Magna y las Cuatro Regiones Argentinas se encuentra situado en la ciudad de Buenos Aires, en la intersección de laAvenida del Libertador con la avenida General Sarmiento. Es conocido popularmente como Monumento de los españoles pues fue donado por la colectividad española en 1910 con motivo del centenario de la Revolución de Mayo. Es por lo tanto erróneo llamarlo, como muchas veces ocurre, "a los españoles".
Fue donado por los «hijos de España residentes en la Argentina» y financiado por suscripción popular.
La piedra fundamental del monumento fue colocada en 1910, durante el gobierno de José Figueroa Alcorta quien formó parte de dicho acto junto a la Infanta Isabel de Borbón, tía de Alfonso XIII, rey de España.
Sin embargo, la construcción del monumento sufrió numerosas demoras. La primera fue debida a la muerte del escultor catalán Agustín Querol ocurrida en el año 1909, quien sólo llegó a realizar los bocetos. Su trabajo fue continuado por Cipriano Folgueras, pero este también murió en 1911.
La siguiente demora tuvo lugar el 6 de marzo de 1916, cuando el trasatlántico Príncipe de Asturias, proveniente de Barcelona, se hundió cerca de San Pablo al chocar contra una formación rocosa. Además de las más de 450 muertes que tuvieron lugar en dicho accidente, se perdió también un cuantioso cargamento de esculturas de mármol y bronce destinadas al monumento, que desde 1914 ya se encontraba emplazado.
En 1917 se solicitaron a España reposiciones de los materiales perdidos. Estos fueron enviados dos años después, y una vez llegadas fueron retenidas por la Aduana, ocasionando un desorden burocrático.
La inauguración, ya en 1926, se demoró pues la vereda circundante no estaba lista, como tampoco el sistema de luces. Por fin pudo realizarse el 13 de marzo de 1927.1 Contó con la presencia del conde de Amalfi, quien en nombre del rey Alfonso XIII hizo la simbólica entrega del mismo al presidente Marcelo T. de Alvear.
En 1934 se celebró en su entorno el cierre del Congreso Eucarístico Internacional. Para ello se cubrió al monumento con una cruz de 35 m de altura. Después de la misa, y ante el más de un millón de personas que concurrieron al acto, se escuchó por los altoparlantes y gracias a una transmisión radial con el Vaticano al Papa Pío XI bendiciendo a los presentes.2
El 27 de octubre de 2011 comenzó a ser iluminado con 17 reflectores de LED que permiten combinaciones de 16,7 millones de colores, controladas por un software especial. A la ceremonia de inauguración asistieron el jefe de Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires, Mauricio Macri, el embajador de España en la Argentina, Rafael Estrella, y el ministro de Espacio Público, Diego Santilli.3

Fuente: http://es.wikipedia.org/wiki/Monumento_de_los_espa%C3%B1oles


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Museo Evita... "mi vida, mi misión, mi destino..."


Fue creado el 23 de septiembre de 1998, por decreto del Poder Ejecutivo de la República Argentina y  funciona en el área de la Secretaría de Cultura de la Nación de la Presidencia de la Nación. Se encuentra  dedicado a difundir la vida, obra e ideario de María Eva Duarte de Perón; del mismo depende el Museo Evita que se rige por el mismo marco jurídico. 

Promueve la investigación histórica y los estudios historiográficos referidos a la acción de Eva Perón, y los concernientes a la participación de la mujer en la vida política, económica, social y cultural de nuestro país, actuando en paralelo como centro de recopilación documental y bibliográfico. 

Cuenta con un equipo de profesionales multidisciplinarios a través de los cuales realiza su tarea de investigación y difusión.

La actuación del Instituto se concreta en diferentes actividades, entre ellas:

- Investigación referida a la vida y obra de Eva Perón
- Localización de documentación en poder de particulares y en organismos del Estado 
- Conformación del Archivo Institucional de documentos escritos y fotográficos 
- Conformación del Archivo de Historia Oral, a través del relevamiento sistemático de testimonios de quienes compartieron su tiempo histórico 
- Publicación de estudios e investigaciones
- Asesoramiento a organismos, investigadores, docentes y alumnos del ámbito nacional y del exterior
- Charlas, talleres y conferencias
 Reseña histórica de la vida de Evita 

Quinta hija de Juana Ibarguren  y Juan  Duarte, nace el 7 de Mayo de 1919 en los Toldos, provincia de Buenos Aires; transcurren allí los primeros años de su infancia. En 1926, fallece su padre. En 1930,  la familia se traslada a Junín. Comienza a despuntar su vocación  por la declamación y el teatro. En octubre de 1934, Evita viaja a Buenos Aires acompañada por su madre para pasar una prueba en Radio Cultura.

En ese mismo año fija su residencia en Buenos Aires, consagrándose a la carrera artística. Integra las compañías teatrales de los más importantes directores teatrales de la época . A lo largo de diez años (  1934 – 1944 ) se afirma frente a los micrófonos de las radios de mayor audiencia. En 1944 es elegida Presidenta de la Agrupación Radial Argentina.

Tras cuatro apariciones menores en el ámbito cinematográfico  logra un papel más importante en " La Cabalgata del circo" ( 1944) y, en 1945, el rol protagónico en " La Pródiga". 

El 15 de Enero de 1944 un violento terremoto destruye la ciudad de San Juan, y  Juan Domingo Perón, a cargo de la Secretaría de Trabajo y Previsión, solicita la colaboración de la ciudadanía para acudir en socorro de las víctimas. Los artistas, entre los que se encontraba Eva Duarte, participan activamente de la colecta nacional y organizan un festival artístico en el Luna Park. En esas circunstancias, el entonces coronel y la joven actriz comienzan una relación que pronto los conducirá a la convivencia.  

A la par que desarrolla sus actividades profesionales, Eva ingresa junto a Perón en el mundo de la política. Los históricos sucesos del 17 de octubre de 1945 marcarán el fin de su carrera artística. El 22 de ese  mes, Juan Domingo Perón y María Eva Duarte contraen matrimonio civil en Junín y el 10 de diciembre la unión es consagrada en la iglesia de San Francisco, en La Plata.

En los comicios del 24 de febrero de 1946, la fórmula encabezada por el general Perón se impone con el 52,4% de los votos, y el 4 de Junio, éste asume la Presidencia de la Nación. Eva, esposa del Presidente define su propio rol: como Primera Dama será Eva Perón, y en su trabajo cotidiano con los humildes, los trabajadores y las mujeres, será Evita.

El 6 de Junio de 1947, Eva Perón inicia una gira oficial  de casi tres meses de duración, visitando España, Italia, Portugal, Francia, Suiza, Mónaco, Brasil y Uruguay. Allí donde fuere, el programa de visitas y recepciones se verá siempre jalonado por las recorridas de los barrios obreros y las obras sociales. A la vez que ofrece donativos para las víctimas de un continente devastado por la guerra, busca" la lección europea" en materia de acción social. El 23 de agosto de 1947 regresa a Buenos Aires, retomando sus actividades a pleno. Emprende de inmediato la campaña de obtención  del sufragio femenino a través  de la radio y la prensa, trabajando con los legisladores, las delegaciones que la visitan y las mujeres nucleadas en centros cívicos. El 23  de Septiembre de 1947  es promulgada la ley 13.010 que otorga los derechos políticos a las mujeres argentinas.

El 19 de Junio de 1948 se construye formalmente la Fundación de Ayuda Social María Eva Duarte de Perón, dando estructura orgánica a la labor que Evita venía desarrollando desde 1946. Nacida con el objeto de " satisfacer las necesidades esenciales para una vida digna de las clases sociales menos favorecidas", su acción se concreta en la creación de Hogares  Escuelas, Hogares de Ancianos, Hogares de Tránsito, el Hogar de la Empleada " General San Martín", las Ciudades Infantil y Estudiantil, la Escuela de Enfermeras, el Tren Sanitario, las Proveedurías y Plan Agrario, así como en la organización de los Campeonatos Infantiles y Estudiantiles. La Fundación desarrollará un gigantesco programa de construcción: viviendas obreras, edificios escolares -a través del plan 1000 Escuelas, colonias de vacaciones y centros sanitarios y policlínicos. A todo ello se sumará la ayuda social directa, mediante la cual Evita resolvía personalmente problemas de vivienda, salud o empleo, y la ayuda solidaria a los países extranjeros en situación de necesidad o catástrofe.

El 28 de Agosto de 1948 Eva Perón da lectura, en el Ministerio de Trabajo, a la Declaración de los Derechos de la Ancianidad, promulgado dos días antes y posteriormente incluidos en la Constitución de 1949. El 26 de Julio de 1949 se lleva a cabo en el Teatro Nacional Cervantes la Primera Asamblea Nacional del movimiento peronista femenino. Nace allí el Partido Peronista Femenino, y Eva es elegida Presidenta.

El 4 de Abril de 1951 Evita lee por primera vez los originales de " La razón de mi vida" El libro es lanzado a la venta el 15 de octubre del mismo año.

El 22 de agosto de 1951, en una multitudinaria concentración realizada en la Avenida 9 de Julio de la ciudad de Buenos Aires – Cabildo  Abierto del Justicialismo-, la C.G.T. y el Partido Peronista Femenino proclaman su adhesión a la fórmula Perón – Eva Perón para las elecciones. Pocos días después, el 31 de agosto, Evita anuncia por cadena nacional de radiodifusión " su decisión irrevocable y definitiva de renunciar al honor con que los trabajadores y el pueblo" quisieron honrarla. El 11 de noviembre de 1951 la fórmula Perón  - Quijano se impone con el 62,49% de los votos, influyendo notoriamente en este resultado el nuevo sufragio femenino.

Eva, gravemente enferma, es internada y operada pocos días antes en el Policlínico Presidente Perón de Avellaneda, donde vota por primera y única vez. El 14 de noviembre de 1951, abandona el hospital. A pesar de sus esfuerzos por retomar la actividad, el deterioro progresivo de su salud impone un freno a su tarea.

El 4 de Junio de 1952 Eva Perón acompaña al Presidente en los actos de asunción de su nuevo mandato. Es su  última aparición en público. Tras una penosa agonía, el 26 de Julio de 1952 fallece a los treinta y tres años en la Residencia Presidencial, en Buenos Aires.

El llanto se lanzó a la calle, se mostró al mundo en interminables filas y acompañó el velatorio, que duró hasta el 11 de agosto. En esos 14 días, Argentina y los países limítrofes se quedaron sin flores. Más de dos millones de personas estuvieron presentes para darle el último adiós. La cureña con su féretro fue trasladado por obreros de la CGT, en una procesión cuyas imágenes en blanco y negro siguen impactando por el dolor, por la cantidad de gente, por la historia que contienen…

Porque esa mujer, que al morir pesaba 34 kilos, que dejaba de ser una realidad para comenzar a tomar forma de mito, fue una mujer controvertida: amada por unos, que la percibían casi como una santa, y odiada hasta el delirio por quienes se habían sentido afectados por su accionar y la consideraban ambiciosa y sin escrúpulos. Adorada, odiada, nunca ignorada. Fuerte, inteligente, llena de pasión.

Quedaba aún su viaje final, el calvario que recorrió su cadáver embalsamado, que de los honores recibidos en el funeral, propios de un jefe de Estado aunque Evita nunca tuvo cargo oficial alguno, pasó a ser albergado en la central obrera hasta 1955, cuando al caer derrocado Perón, fue secuestrado por la dictadura militar de entonces. A partir de allí, el ataúd recorrió la ciudad en una camioneta por más de un año; sin embargo, "misteriosamente", siempre aparecían flores y velas en los lugares donde la estacionaban…

Su cuerpo fue mutilado y profanado y finalmente enviado clandestinamente a Italia. Estuvo enterrada, bajo un nombre falso, María Maggi de Magistris, durante 14 años, en el cementerio Maggiore, de Milán. En 1971, el cuerpo le fue devuelto a Juan Domingo Perón en Madrid, que lo tuvo en su residencia. Llegó a la Argentina en 1974 y durante dos años permaneció en la Quinta presidencial. Finalmente, desde 1976, descansa en paz en la tumba familiar, en Recoleta.


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